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10 termos de gestão financeira para pequenos empresários

  • Nássara Lanzoni
  • 14 de jul. de 2020
  • 5 min de leitura

Atualizado: 31 de jul. de 2020

A gestão financeira representa ações administrativas que envolvem estratégia, análise e controle dos recursos das empresas. Para garantir excelência na administração destes recursos é de extrema importância que os empreendedores compreendam termos e conceitos básicos da área, para que o negócio tenha sucesso e boa posição no mercado. Conheça, abaixo, os 10 termos de gestão financeira que separamos para pequenos empresários:


1. Receita Bruta e Receita Líquida: receita é todo o valor recebido pela empresa, vindo da venda de mercadorias ou da prestação de serviços, além de recebimento de aluguel, rendimentos de aplicação financeira, etc. RECEITA BRUTA representa o valor total sem descontos e a RECEITA LÍQUIDA considera o pagamento de descontos como impostos, descontos na venda, frete e entrega, taxas de cartão e outros valores.


2. Fluxo de Caixa: é a movimentação de entradas e saídas de dinheiro do caixa da empresa. É o principal controle que todo pequeno empresário deve fazer! Conheça nossas 10 dicas para melhorar a gestão de fluxo de caixa clicando aqui.


3. Custos e Despesas: CUSTOS são os valores gastos ligados à atividade-fim da empresa, por exemplo, matéria prima, compra de mercadorias, encargos, pagamento de salários de uma linha de produção, entre outros. Já as DESPESAS são os valores gastos com bens e serviços referentes à manutenção das atividades da empresa ou para obtenção de receita, não tendo ligação direta com a atividade-fim, ou seja, materiais de escritório, comissão de vendedores, publicidade e marketing, etc. Em resumo, os custos integram o valor dos produtos/serviços, enquanto as despesas são apenas deduzidas das operações realizadas pela empresa.


4. Margem de Contribuição: é o cálculo realizado considerando o valor das vendas de um produto ou serviço específico subtraindo os custos e as despesas variáveis das vendas desse mesmo produto ou serviço. Produtos e serviços diferentes possuem margens de contribuição diferentes. Todo pequeno empresário deve manter esse controle e saber quais produtos e serviços contribuem mais ou menos para o resultado do negócio como um todo.


5. Lucro: é o cálculo de todas as receitas subtraindo todos os descontos, custos, despesas variáveis (despesas de venda, publicidade, frete), despesas fixas (escritório, aluguel, sistemas, pessoal administrativo) e tributos. Este cálculo considera o resultado do negócio como um todo e trata da gestão CONTÁBIL da empresa. Toda empresa, para se manter aberta e funcional, deve ter lucro positivo.


6. Lucro x Caixa: O LUCRO considera os registros de entradas e saídas (receitas, custos, despesas e tributos) que são realizados CONTABILMENTE, enquanto o CAIXA considera as entradas e saídas que OCORREM DE FATO. A diferença se dá, principalmente, nos prazos de recebimento e de pagamento. Quando o varejista faz uma venda em cartão de crédito, por exemplo, ele recebe o valor daquela venda, em média, após 30 dias, ou seja, enquanto a venda, para cálculo do lucro, é registrada no dia 0, para cálculo do caixa, ela só é registrada no dia 30.


Apesar de o Lucro ser essencial a todo negócio, o Caixa é ainda mais importante, especialmente para o pequeno empresário. Mesmo negócios que apresentam Lucro positivo podem ter de fechar quando não há uma boa gestão de Caixa. Isso se dá porque os pagamentos e recebimentos estão desorganizados (geralmente prazos longos de recebimento e prazos curtos de pagamento) e falta dinheiro para o negócio se manter nos dias e semanas em que os gastos já foram realizados mas os recebimentos ainda não.


7. Investimento, Financiamento e Empréstimo: INVESTIMENTO é a separação de uma quantidade de dinheiro para aplicar em algum lugar em que esse valor renda ao longo do tempo, como na expansão de uma loja ou contratação de mais funcionários. FINANCIAMENTO é uma opção de crédito com um banco, tendo acréscimo de juros ao valor inicial, e deve ser feito para uma finalidade específica, funcionando como uma compra a longo prazo de um ativo, como uma máquina nova para uma pequena indústria. O EMPRÉSTIMO é, também, uma opção de crédito bancário com juros, mas não tem uma finalidade específica e a pessoa pode usar o valor para quitar dívidas mais caras ou contas do dia a dia, por exemplo.


8. Antecipação de Recebíveis: é um recurso que permite à empresa adiantar o recebimento de valores que entrariam no caixa no futuro. Para esta ação, o empresário envia as notas fiscais, cujos valores deseja receber, a uma instituição financeira que fará o depósito na conta da empresa, com um desconto. Esse processo pode ser uma boa opção quando a empresa tem prazos muitos longos de recebimento e problemas para honrar todos os pagamentos, mas o empresário deve ter em mente que o custo de antecipação de recebíveis não é baixo, e deve entrar no cálculo da MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO.


9. Estoque: é o conjunto de materiais ou produtos que são fisicamente mantidos pela empresa para venda, para processo de produção e posterior venda, ou a serem consumidos no processo de produção de materiais ou prestação de serviços para o consumidor final. Podem ser de matérias-primas ou outros insumos que a empresa necessita que estejam armazenados em suas dependências.


Todo pequeno empresário precisa ter uma boa gestão de estoques, pois isso tem impacto direto no Fluxo de Caixa da empresa. Às vezes, uma boa condição de compra de produtos em alta quantidade pode se tornar um problema. Isto porque, se o produto não vende e se acumula, o empresário não tem receita para cobrir o alto gasto para adquirir esses produtos, mesmo que numa boa condição, e pode ter dificuldades para honrar pagamentos essenciais ao negócio, como salários e aluguel.


10. Tributos e Impostos: TRIBUTOS são cobranças obrigatórias (ou seja, não dá para escolher pagar ou não) que devem ser pagas em dinheiro a partir de uma ação específica (no caso do pequeno empresário, a venda de produtos e serviços, por exemplo). IMPOSTOS, contribuições e taxas são tipos de TRIBUTOS. A empresa optante pelo Simples Nacional tem os valores da maioria de seus tributos (IRPJ, CSLL, INSS, ICMS, IPI, PIS e COFINS) reunidos num único pagamento mensal, para facilitar a vida do empresário.


Muitas pequenas empresas, contudo, pagam tributos a mais do que deveriam, principalmente de PIS e COFINS (de Tributação Monofásica e Substituição Tributária, por exemplo), e isso tem impacto negativo no fluxo de caixa. Todos os valores pagos a mais de alguns tributos específicos, contudo, podem ser restituídos e depositados em conta corrente da empresa.


A Astro Simples possui sistemas especializados para realizar a segregação das eceitas de Tributação Monofásica e Substituição Tributária de PIS e COFINS e realiza todo o processo de apuração e solicitação de restituição de todos os valores pagos a mais desses tributos nos últimos 5 anos. Sua empresa pode estar pagando tributos a mais e não sabe!




Esta publicação utilizou as seguintes fontes:

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